Ações da Sinfônica de Piracicaba alcançam 1 milhão de pessoas em 2020

Ações da Sinfônica de Piracicaba alcançam 1 milhão de pessoas em 2020

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, o "reinventar-se" fez parte da rotina da OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba), que ficou distante dos palcos por seis meses. Por meio da programação "OSP em Casa", mais de 1 milhão de pessoas acompanharam as entrevistas, lives e performances solos dos instrumentistas nas redes sociais. A esse número, somam-se 9.720 pessoas, nos concertos na Esalq/USP e no Teatro Municipal Dr. Losso Netto.

Desenvolvida entre abril e novembro, a série virtual teve 1.046.830 visualizações, em 110 postagens, entre abril e novembro, no Facebook, Instagram e YouTube. Entre os destaques está a releitura da canção Rio de Lágrimas, lançada em 1º de agosto, aniversário da cidade, em parceria com a Câmara de Vereadores de Piracicaba. O vídeo recebeu 200 mil visualizações em apenas um fim de semana e, até dezembro, teve o alcance dobrado.

Já os concertos presenciais, de setembro a dezembro, receberam 2.720 pessoas no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, de setembro a dezembro. Houve, ainda, plateia de 7.000 pessoas no concerto ao ar livre com a banda The Beetles One, em janeiro, no gramado da Esalq/USP.

As ações marcaram os 120 anos do conjunto, considerado o que possui maior tempo de atuação do gênero no país. A estimativa era alcançar presencialmente 25 mil pessoas, em uma programação composta por concertos mensais gratuitos, no Teatro Dr. Losso Netto, Sala São Paulo e Festival de Inverno de Campos do Jordão, e pelos projetos socioeducativos Música nas Escolas, ABC do Dó, Ré, Mi e Pequena Grande Orquestra.

Diretor artístico associado da OSP, o instrumentista piracicabano André Micheletti destaca os desafios impostos pela pandemia em 2020. "As vidas dos músicos foram afetadas drasticamente, alguns sem o que comer em casa e quase vendendo o instrumento", declara. "Mesmo com todas as dificuldades, nos desdobramos para levar a nossa arte ao maior número de pessoas. Ficamos surpresos e felizes com tamanho carinho", completa.

Afastado das atividades presenciais por fazer parte do grupo de risco, o maestro Jamil Maluf acredita que uma das principais conquistas é o registro de Patrimônio Cultural Imaterial do Município. "Esperamos sensibilizar ainda mais a sociedade sobre a importância da arte musical", diz o maestro, que responde pelas funções de diretor artístico e regente titular. O parecer foi emitido em 3 de dezembro pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural) e, no último dia 23, o Executivo publicou o decreto 18.5766/2020, no Diário Oficial do Município, que efetivou o registro.

Em 2020, as ações foram realizadas com recursos da Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio da SemacTur (Secretaria Municipal da Ação Cultural e Turismo), o patrocínio prata da Caterpillar e Hyundai e o patrocínio bronze da Comgás e Oji Papeis Especiais, além do apoio das empresas Bom Peixe, Café Morro Grande, Candura, Delta Supermercados, Glovis, Grupo Pirasa, Indústrias Marrucci e Santa Massa. Houve também parceria da Cultura Artística, Empem, Mega Bilheteria, Pira 21, Jornal de Piracicaba, Revista Arraso e Rádio Educativa FM.

André Micheletti lembra que a OSP é reconhecida por leis municipal e estadual como entidade de utilidade pública e que necessita do apoio dos setores público e privado para se manter. "A nossa receita vem da administração municipal e das leis estadual e federal de incentivo à cultura, diretamente ligadas ao lucro real das empresas. Sabemos que o cenário para 2021 será preocupante, pois poucas empresas terão o lucro real para destinação aos incentivos. No entanto, contamos com a sensibilidade da iniciativa privada e da administração municipal, para que essa história se mantenha viva."

NA INTERNET – As Lives realizadas no Instagram, sempre às terças-feiras, foram conduzidas por Jamil Maluf, André Micheletti, pelo violinista Luis Fernando Fischer Dutra e a violista Catarina Schmitt Rossi.

Entre os convidados estiveram o multi-instrumentista André Mehmari, os violinistas Emmanuele Baldini, Ricardo Hers, Cármelo de Los Santos, Rosnei Tuon, Cláudio Micheletti e Daniel Guedes, a rabequeira Aglaia Costa, os maestros Knut Andreas, Edilson Venturelli e Guilherme Manis, os irmãos Toninho e Maria José Carrasqueira, o pianista Cristian Budu, os cantores líricos Jean William, Leonardo Neiva, Gabriela Pacce e Luciana Bueno.

Nomes ligadas à educação musical no país também participaram dos bate-papos, como Silvia Berg, Roberto Ring, Fabio Presgrave, Rubens Russomanno Ricciardi e Pedro Persone.

Além disso, a OSP postou, às quartas-feiras, uma série de entrevistas com seus músicos, e às quintas-feiras, estes mesmos profissionais apresentaram performances solos, feitas diretamente de suas casas, em repertório de livre escolha a partir de suas afinidades musicais. Aos domingos, a OSP relembrou os principais concertos de seu acervo, de 2015 a 2019.

Micheletti lembra que todas as ações na internet foram realizadas pelos músicos de forma voluntária. “Deixo a minha mensagem a todos os músicos: não desistam dos seus sonhos. O que estiver ao nosso alcance, faremos, para que essa orquestra se mantenha em pé, viva, pulsante, alegrando a todos. Vocês são indispensáveis para todos nós", completa.

PRESENCIAL – Os concertos presenciais da OSP respeitaram os decretos municipais relacionados à pandemia, consequentemente, com 40% ou 60% da capacidade do Teatro Municipal Dr. Losso Netto, respectivamente, 280 e 400 lugares por sessão. Regras de distanciamento social, além de protocolos de segurança sanitária foram adotados em todas as sessões.

As duas últimas sessões, no dia 19 de dezembro, estrearam o fosso orquestral do Teatro Dr. Losso Netto, com os bailarinos da Cedan (Companhia Estável de Dança de Piracicaba).

Em setembro, na programação do "Concerto da Primavera", o repertório trouxe obras de Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Vivaldi e Beethoven. Em outubro, em alusão ao mês das crianças, o púbico acompanhou "Pais e Filhos", espetáculo inspirado no showcerto ABC do Dó, Ré, Mi. Já em novembro, em "A Orquestra no Cinema", foram apresentadas as trilhas sonoras dos longas-metragens Bohemian Rhapsody, Shrek, A Bela e a Fera, Titanic, Tempos Modernos, Indiana Jones e Star Wars e dos seriados La Casa de Papel e Game of Thrones.

A regência dos concertos esteve aos cuidados de Luis Fernando Fischer Dutra, chefe do naipe de segundos-violinos, e a participação especial do ator Romualdo Sarcedo.

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