Estado vai repassar R$ 80 mil à OSP

Estado vai repassar R$ 80 mil à OSP

Por Rubens Vitti Jr.
Editor de Cultura do Jornal de Piracicaba

A OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba) foi uma das 13 orquestras profissionais de cidades do interior paulista escolhidas pela Secretaria de Estado da Cultura para integrar o projeto Toca Aqui, que vai apoiar os conjuntos com R$ 80 mil cada, em um total de R$ 1,04 milhão. O valor deverá ser utilizado para suprir necessidades dos corpos artísticos.

A proposta de convênio foi apresentada pelo Secretário da Cultura do Estado, José Roberto Sadek, na última quinta-feira, 16, para secretários e dirigentes municipais de Cultura. A secretária da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), Rosângela Camolese, e o diretor administrativo da OSP, José Carlos de Moura, participaram do encontro, que reuniu ainda representantes das cidades e de orquestras de Barretos, Campinas, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Registro, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Caetano do Sul, São Carlos e Sorocaba. A seleção dos corpos artísticos foi feita por critérios técnicos em avaliação de especialistas na área.

“O Governo do Estado de São Paulo mantém mais de 50 mil crianças estudando iniciação musical gratuitamente, por meio do Projeto Guri, e outros 3.600 jovens em cursos regulares de aperfeiçoamento. Mantém ainda três grandes orquestras profissionais e dezenas de grupos musicais pedagógicos. Acreditamos que há uma lacuna entre a formação de novos músicos e a difusão da música erudita, instrumental, lírica e popular, que pode ser preenchida pelas orquestras municipais”, explicou o Secretário da Cultura do Estado, José Roberto Sadek, em nota enviada pela assessoria de imprensa da Pasta.

Segundo ele, ao descentralizar os investimentos da Secretaria da Cultura, o Governo do Estado ajuda as administrações municipais a manter suas orquestras sinfônicas e levar o repertório erudito para públicos de diversas cidades.

A OSP conta atualmente com recursos da Prefeitura, via Semac e Secretaria da Educação, e está em fase de aprovação do projeto na Ministério da Cultura para captar recursos com a iniciativa privada, por meio da Lei Rouanet. Mas o auxílio do Estado para o corpo é inédito. Moura ressaltou que o valor disponibilizado é “relativamente pouco”.

“Mas é um princípio de colaboração do Estado com as orquestras. Quando não tínhamos nada, passamos a ter algo. Esse valor pode possibilitar, por exemplo, a compra de instrumentos”, afirmou, ressaltando que não existirá uma contrapartida, mas que é um estímulo a tocar mais. Segundo ele, uma outra vantagem é a possibilidade de se congregar as orquestras do interior.

“Todos estarão empenhados em atender a algumas solicitações dos secretários de cultura do Estado. As orquestras tomaram conhecimentos da existência uma das outras, o que permite um intercâmbio daqui para frente”, afirmou.

O maestro piracicabano Jamil Maluf, regente da OSP, destacou o interesse do Estado pelos conjuntos paulistas. “Considero positivo que o Governo do Estado de São Paulo esteja acordando para as orquestras no interior”, disse.

PLANO DE TRABALHO — Os dirigentes de cultura presentes foram orientados a elaborar um plano de trabalho e enviá-lo para a Secretaria da Cultura do Estado.

No dia 11 de maio será realizado, na sede da Pasta estadual, um seminário de qualificação com os maestros das orquestras municipais selecionadas. Participarão do encontro Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp, Luiz Fernando Malheiros, diretor artístico do Theatro São Pedro, e Paulo Esper, coordenador da Academia de Ópera do Theatro São Pedro.